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sábado, 3 de dezembro de 2016

Cafayate


Quebrada: Paso estrecho entre montañas; hendidura de una montaña (de acordo com o "Diccionario de la lengua española" online)

No Brasil, quebrada tem um significado totalmente diferente. Mas para eles, é mais ou menos isso aí e a região tem um sem número delas. 

Chegamos com muita fome e logo nos deparamos com La Casa de Las Empanadas. Tudo que queríamos era pedir:


"Doscientos empanadas y una cerveza Salteña, por favor"
Visual do restaurante. E olhe ali ao fundo, que beleza, para quem curte poesia...


As duas senhoras que preparavam as deliciosas empanadas

Empanadas muy ricas, cerveja refrescante, Sofia meio mal-humorada, um passeio pela pequena cidadezinha que, vejo agora, acabou nem inspirando fotos, sorvetinho sabor vino para o Fernando e dulce de leche para mim (Sofia não gosta de sorvete...), mamá para Sofia e em 3 horas estaríamos de volta à estradinha sinuosa.

Paradinha para admirar a paisagem e as lhamas 


E alimentá-las

Sofia dormiu praticamente o trajeto todo da volta, então não houve enjoos nem contratempos. Chegamos em Salta às 19h e nosso próximo destino deveria ser Purmamarca, de acordo com recomendações de Marialaura, nossa adorável guia turística. Purmamarca é a cidadezinha que abriga o famoso Cerro de los Siete Colores e ficava a mais ou menos duas horas de Salta. No entanto, não encontrei, em minhas pesquisas online, nenhum tipo de hospedagem lá, nem no Airbnb, nem em sites de hostels e hotéis. A cidade mais próxima que oferecia reservas online era Tilcara. Tilcara, de acordo com Marialaura, era muito charmosa, tinha um povo muito acolhedor, mas ela gostava ainda mais de Purmamarca porque era menorzinha e mais acochegante. Enfim, como sempre gostamos de viajar com as reservas já feitas para evitar desagradáveis surpresas, decidimos reservar um quarto matrimonial com banheiro privativo em um hostel em Tilcara, mesmo. E para lá partimos, na manhã seguinte.





Salta


Reservamos um quarto pelo Airbnb para ficarmos 3 dias em Salta. Era uma suíte que pertencia a uma enorme casa, porém era totalmente privativo. O único problema é que não vi, quando fiz a reserva, que ele não possuía cozinha. Mas a dona da casa foi generosa e me deixou usar sua cozinha para preparar algo para a Sofia e também nos emprestou seu microondas.


Essa janela aí com sacada era do nosso quartinho

E essa era a vista de lá

Salta é uma cidadezinha charmosa do interior, tem praças, igrejas, museus, montanhas, a famosa e saborosa cerveja Salteña e empanadas. Em Salta comemos bem, porque nos empanturramos de empanadas. As agência de viagem também oferecem excursões para algumas cidadezinhas e povoados próximos, que oferecem paisagens pitorescas e diferenciadas.

"Cabildo" de Salta
Quase todas as cidades de colonização espanhola que visitamos possuem ao menos um "cabildo". É aquela passagem ali ao fundo, na foto. 3 anos atrás estivemos em Cusco, no Peru, e lá também havia cabildos. Eles vêm bem a calhar em dias de muito sol. Sofia sempre entrava neles perguntando se eram uma caverna. 

Sofia posando e fazendo "xis"
Visitamos um museu - linda obra de César Gutierrez

Sofia estava super de bem com a vida neste dia

Nos sentamos na escada do castelo 
Tiramos foto puro amor na praça central
Entre as várias atrações que nos foram recomendadas, escolhemos fazer uma excursão para a quebrada de Cafayate. Iríamos numa van em grupo e o passeio começaria às 7:30h da manhã, com previsão de retorno para as 19h. O trajeto até a cidade contaria com algumas paradas e levaria aproximadamente 4 horas. Haveria estradinhas sinuosas e eu fiquei bem tensa com medo de Sofia enjoar e passar mal pelo trajeto todo. Por sorte ela dormiu, tanto na ida quanto na volta. Acordou por um breve momento bem na parte mais tensa do percurso, em que havia muitas curvas; creio que ela sentiu enjoo pois ficou bem amuada, mas logo adormeceu de novo, o que foi uma ótima decisão.

Pelo caminho há algumas atrações que são as formações rochosas exuberantes e grandiosas daquela região. A van para e a gente desce, admira, faz vídeo e tira foto. Como Sofia estava dormindo e não queríamos que ela acordasse, nos alternamos nestas tarefas. Por isso há poucas fotos em família aqui.





O "Anfiteatro"

Montanhas

Uma das poucas fotos em família deste passeio

Há muitas visões deslumbrantes no caminho, mas nenhuma que pudesse ser registrada com fidelidade em foto ou vídeo. O bom mesmo é estar lá e ver.

Ainda antes de chegarmos a Cafayate, visitamos uma vinícola, tivemos uma aula sobre produção de vinho e fizemos degustação. 






Apesar da minha cara, esse vinho estava ótimo
E então voltamos para a van e finalmente chegamos a...


domingo, 27 de novembro de 2016

Córdoba


Depois de conhecermos bastante (mas não o suficiente) de Buenos Aires, nos dirigimos a Córdoba. Pelo que percebi, Córdoba é aquela cidade "ame-a ou odeie-a". Perguntando para as pessoas nos hostels, alguns diziam que ela era sem graça e que lá não tinha nada demais, outros diziam que era linda e parada obrigatória.

Nosso objetivo em Córdoba era mais descansar e ficar dois dias mais tranquilos, já que a estadia em Buenos Aires havia sido bastante cansativa. Alugamos um apezinho pelo Airbnb bem próximo ao centro histórico, saímos de Buenos Aires à noite e chegamos em Córdoba pela manhã. A viagem de ônibus foi super tranquila, Sofia dormiu e não deu trabalho.

O primeiro dia foi de preparar uma alimentação mais enriquecida para a Sofia, então até feijão eu comprei para fazer no dia seguinte. É muito difícil achar feijão ("porotos") na Argentina. Depois de muito procurar no supermercado, achei três saquinhos de feijão preto escondidos na seção de grãos. A Sofia adora feijão preto, então beleza. Deixei de molho de um dia para o outro e cozinhei por uma duas horas. Ficou bonzinho e ela comeu, com arroz e frango, ufa!  

Passeamos pelo centro e conhecemos um pouco da cidade. Visitamos o Museo Historico Provincial Marqués de Sobremonte, uma enorme casa em estilo espanhol que pertenceu ao Marqués de Sobremonte, se encontra em seu estado original e é provavelmente o mais antigo imóvel residencial de Córdoba. 

Infelizmente falhamos em registrar o passeio pelo museu, mas achei esta foto no Google
A visão da Plaza San Martin à noite nos encantou. 


Plaza San Martin, Catedral de Córdoba ao fundo
Sofia operando o pau de selfie

Foi em Córdoba que Fernando encontrou uma peça-chave para o bem-estar da Sofia durante a viagem: o Olaf

No último dia, saímos do apartamento à hora do almoço e fizemos um passeio pela cidade, buscando alguma distração até que chegasse a hora de nossa viagem de ônibus até Salta, porém era feriado - dia do funcionário público - e, embora houvesse muito o que ver e visitar, tudo estava fechado. Ainda nos deparamos com algumas construções lindas na área conhecida por Nova Córdoba, e comemos uma pizza aceitável num restaurante super legal chamado Santos Colores, em frente à Iglesia del Sagrado Corazón (para Sofia, mais um castelo), que é muito mais linda ao vivo que em foto. 


Iglesia del Sagrado Corazón ou Iglesia de los Capuchinos - Nova Córdoba
Santos Colores
Devido ao feriado, percebemos que o dia não estava para turistas e quase nos contentamos em ficar na pracinha em frente à rodoviária até a hora da saída de nosso ônibus para Salta, mas nosso orgulho não permitiu.




Por fim, chegou a hora e enfrentamos mais 12 horas de viagem rumo a Salta.



Dicas para viajantes


Conforme vamos percebendo coisas fundamentais numa viagem como essa, vamos postando aqui também para ficar como dicas para quem quiser se aventurar.

Uma dica legal é levar xuxinhas de cabelos ou elásticos para amarrar saquinhos de comidas que a gente acaba comprando no caminho. Principalmente no nosso caso, que já sabíamos que teríamos que cozinhar por causa das exigências alimentares da Sofia. Arroz, feijão, macarrão, essas coisas... 

Uma coisa da qual sentimos muita falta: uma frigideirinha em boas condições. Nos hostels e casinhas em que ficamos, nunca achamos uma frigideirinha em boas condições pra fazer ovos mexidos, que a Sofia adora. Então nos arrependemos por não ter trazido a nossa pequenininha,  novinha e com teflon, pendurada por um gancho na mochila. Se vocês repararem bem, mochileiro sempre tem uma porção de coisas penduradas por ganchos nas mochilas. Então, ganchos também são uma ótima dica.

E outra coisa que sentimos falta e tivemos que comprar: durex. Também para fechar embalagens e afins para que não vazem nos trajetos.


sábado, 26 de novembro de 2016

Buenos Aires – Argentina



Lá, tínhamos uma reserva de 3 dias num hostel – quarto de casal privado com banheiro. O quarto era razoável, mas o hostel era bem tosco. É que fiz a reserva às pressas no meio da confusão em Piriápolis, não tive paciência de procurar muito e reservei no primeiro hostel com preço dentro de nosso orçamento e com boa localização, embora tivesse uma avaliação baixa – 6,7. O ideal quando se busca por hostel é checar as avaliações; os que tenham avaliações acima de 8 são confiáveis. A localização era realmente excelente, perto da Avenida 9 de Julio e da Avenida de Mayo (com sotaque portenho se pronuncia “Avenida de Macho”, o que soava bastante engraçado) e de estações de metrô. Com 10 ou 15 minutos de caminhada, estávamos em vários dos pontos turísticos principais da cidade. Buenos Aires é repleta de construções imponentes, é muito impressionante.






Obelisco; para a Sofia, um "fodete"
Até as árvores são imponentes, vejam o pequeno galho deste "Gomero"
Teatro Colon ao fundo
Visitamos a Casa Rosada
E tiramos foto com um soldado da guarda

que virou...
...um meme

Jardins frente à casa Rosada



Foto com um argentino famoso

Achamos que seria legal ficarmos mais uns 2 dias na cidade porque havia muito a conhecer. Procurei por outra hospedagem que fosse tão bem localizada como o hostel em que estávamos, tive bastante trabalho com esta busca, principalmente porque ninguém do Airbnb me dava retorno e porque os hostels que eu achava em Buenos Aires ou estavam numa localização bem pior ou eram muito caros. Então um dos anunciantes do Airbnb me deu resposta, era o dono de um hostel. Ele disse que havia quarto privado de casal e que o banheiro não era compartilhado, mas apenas o dividíramos com 2 viajantes, o que não seria um grande problema. Ficamos na dúvida, mas como pelas fotos o hostel parecia bom e estava muito bem avaliado, decidimos arriscar. Por fim tivemos uma surpresa: acabamos hospedados em um daqueles edifício antigos e imponentes, com o pé direito absurdamente alto. 




O hostel havia sido um apartamento com tantos quartos que foi facilmente convertido em hostel. Tivemos dois dias excelentes lá, em todos os sentidos. E aquele banheiro sobre o qual eu tive dúvidas por ter que dividir com dois viajantes me proporcionou um momento especial e memorável. Ele tinha, sob o chuveiro, aquelas banheiras simples, antigas, sem hidro. Sofia, quando vê o banheiro da “casinha” onde vamos ficar, vai logo dizendo, se não tem banheira: “Esse não tem banho, mamãe”. Ela ama banho de banheira. Então, quando vi a banheira, não tive dúvida: arrumei uma palha de aço e esfreguei com gosto a banheira do hostel. Imaginem a situação da banheira: mesmo o hostel sendo bem limpinho, a banheira estava grudenta e tinha muitos cabelos, afinal muitas pessoas tomavam ducha ali. Me tranquei com ela no banheiro e fiquei lá uns 30 minutos, compartilhando um banho de banheira delicioso com minha filha. Saí da banheira e ainda a deixei lá uns 10 minutos e chamei o pai pra ver a alegria. A empolgação dela foi tanta (“Que banho legal, mamãe! Que gostoso!”) que todo esforço valeu demais a pena. Afinal, pode parecer piegas, mas é a pura verdade: a melhor das visões para uma mãe ou um pai é a carinha de alegria genuína de um filho.

O segundo hostel ficava na Avenina de Mayo, a duas quadras do Congresso

Visitamos o Caminito


Neste segundo hostel, eu e Fernando tivemos uma aula particular de tango, o que foi uma segunda surpresa memorável. E conhecemos pessoas muito especiais, cujas recomendações mudaram um pouco o nosso itinerário.



Galera do hostel

Nesta noite, entre garrafas de vinho e muito bate papo em espanhol e portunhol, Mariela, a primeira da foto, que mora em Salta, cidade que já estava no nosso roteiro, nos recomendou que visitássemos a região de Jujuy, onde poderíamos conhecer o famoso Cerro de los Siete Colores. Eduardo, carioca super viajado, culto e gente boníssima que também estava hospedado no hostel, reforçou a recomendação da Mari e nos mostrou umas fotos irresistíveis no Google. Decidimos então que não poderíamos sair da Argentina sem visitar Jujuy. No dia seguinte, Mari ainda nos preparou um delicioso almoço como não comíamos há algum tempo, porque a comida em Buenos Aires é bem mais ou menos e muito cara. 

Sofia, a essas alturas, começou a pedir muito pra brincar com massinha, então compramos um pequeno kit de massinhas para ela e isso tem sido primordial por toda a viagem. Ela se distrai muito com as massinhas e com os pequenos brinquedos que carrega dentro da mochilinha dela: uma Pinky Pie, uma Peppa sem pernas e sem braços, só com uma orelha, uma galinha pintadinha e alguns muitos brinquedinhos que ela ganhou nos kinder ovos que temos que comprar pra ela rotineiramente porque ela ama, muito mais pela surpresa do que pelo chocolate. 


Primeira grande obra de arte da Sofia com massinhas: Peppa mochileira.
Nesta época, Peppa ainda tinha duas orelhas.




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Colônia Del Sacramento - Uruguai



Colônia Del Sacramento foi uma colônia Portuguesa do Uruguai, quem já visitou Paraty conhece a arquitetura.


Portal da cidade

Não lembra Paraty?
O centro histórico é muito charmoso, passamos um dia agradável e ensolarado lá. Comemos num restaurante local com ambiente bonito e agradável, porém com comida sem gosto. 



Ruazinha super arborizada
Sofia abraçou muitas árvores
Por volta das 15h, começamos a caminhar calmamente em direção ao terminal para pegar nossas mochilas, que haviam ficado num locker, e pegar a balsa. Então tivemos uma pequena correria: teríamos que ter feito o check in até às 15h para a última balsa, que saía às 16h. Foi burocrático e demorado comprar os tickets, mas os funcionários fizeram um esforço para nos enfiar na balsa, o que me fez crer que o velho jeitinho brasileiro não é exclusividade brasileira. Embarcamos às pressas, às 15:50h, com alívio, porque não estava em nossos planos passar uma noite ali e ainda teríamos que procurar por hospedagem em cima da hora etc. e tal... 
A viagem de balsa balança pra caramba, Sofia sobreviveu bravamente, sem enjoos, com gargalhadas e gritos de “De novo!” a cada vez que o barco sacudia com mais força. Eu me apavorei um pouco e as mãos suaram muito. Em pouco mais de uma hora estávamos em Buenos Aires.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

De volta a Montevidéu



Alugamos um quarto do Airbnb para uma noite em Montevidéu porque queríamos ir a Colônia Del Sacramento e não havia passagens de ônibus saindo de Piriápolis, só de Montevidéu. Para que não fosse tão cansativo para Sofia fazer duas viagem de ônibus em um dia, e também porque estávamos eu e Fernando ainda sofrendo de revertério, achamos melhor dormir por um dia em Montevidéu. Ficamos mais perto do terminal de ônibus e o dia estava bem frio. Ali não há muitas atrações, então apenas passeamos um pouco para matar o tempo. Ao menos estávamos aliviados por ter conseguido sair de Piriápolis. 
No dia seguinte saímos bem cedo para pegar um ônibus para Colônia Del Sacramento. De lá é possível pegar uma balsa direto para Buenos Aires, então nosso plano era ficar até o meio da tarde em Colônia, conhecer o lugar e pegar a balsa.